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	<title>Comentários sobre: Não julgue o público. Você também é.</title>
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		<title>Por: Kelly</title>
		<link>http://revistatatui.com/revista/tatui-8/nao-julgue-o-publico-voce-tambem-e/comment-page-1/#comment-38</link>
		<dc:creator>Kelly</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 00:33:01 +0000</pubDate>
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		<description>Entre tantas questões que me interessaram neste texto, vou destacar aquela que me aperta o sapato diariamente.

Trabalhando com educativo de museus nestes último 5 anos, tem um sintoma que me deixa muito incomodada:

Quando o educador perde a capacidade de ser público? Entendendo aqui esta capacidade como estar aberto para descobrir, se encantar, se perguntar, e criticar.

É muito comum que nos coloquemos no lugar da fala e do saber. Somos aqueles que estão &quot;entre o público e a obra&quot;, e para isso nos apropriamos de uma série de discursos teóricos, curatoriais e históricos para, como diz Olívia:&quot;convencer o outro&quot; das certezas que introjetamos.

Na minha opinião, tão educativo quanto ter a todo custo setores educativos em instituições é criar estrátegias para que os educadores se desloquem.

Os educadores, assim como os mortais, não precisam gostar de arte contemporânea, precisam sim saber ter autonomia para contextualizá-la, precisam ser capazes de assumir um debate qualificado.

Precisam criar um novo clichê, onde se diga: mediar (ou monitorar, ou educar em museus) é estar com o publico e com a arte.

Se o educador não é sujeito, certamente não perceberá nem a cadeira nem o ruído.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Entre tantas questões que me interessaram neste texto, vou destacar aquela que me aperta o sapato diariamente.</p>
<p>Trabalhando com educativo de museus nestes último 5 anos, tem um sintoma que me deixa muito incomodada:</p>
<p>Quando o educador perde a capacidade de ser público? Entendendo aqui esta capacidade como estar aberto para descobrir, se encantar, se perguntar, e criticar.</p>
<p>É muito comum que nos coloquemos no lugar da fala e do saber. Somos aqueles que estão &#8220;entre o público e a obra&#8221;, e para isso nos apropriamos de uma série de discursos teóricos, curatoriais e históricos para, como diz Olívia:&#8221;convencer o outro&#8221; das certezas que introjetamos.</p>
<p>Na minha opinião, tão educativo quanto ter a todo custo setores educativos em instituições é criar estrátegias para que os educadores se desloquem.</p>
<p>Os educadores, assim como os mortais, não precisam gostar de arte contemporânea, precisam sim saber ter autonomia para contextualizá-la, precisam ser capazes de assumir um debate qualificado.</p>
<p>Precisam criar um novo clichê, onde se diga: mediar (ou monitorar, ou educar em museus) é estar com o publico e com a arte.</p>
<p>Se o educador não é sujeito, certamente não perceberá nem a cadeira nem o ruído.</p>
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		<title>Por: Olívia</title>
		<link>http://revistatatui.com/revista/tatui-8/nao-julgue-o-publico-voce-tambem-e/comment-page-1/#comment-37</link>
		<dc:creator>Olívia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 21:11:50 +0000</pubDate>
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		<description>Brigada, Carlos. 

Na verdade, o público ainda é uma ponta um tanto &quot;esquecida&quot; no circuito artístico, por mais paradoxal que isso possa parecer. Meu esforço é nesse sentido, tentar olhar para o público mais de perto.

A Tatuí, impressa e online, é um canal muito interessante para se debater sobre arte. Vamos agitar isso aqui. 

Beijos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Brigada, Carlos. </p>
<p>Na verdade, o público ainda é uma ponta um tanto &#8220;esquecida&#8221; no circuito artístico, por mais paradoxal que isso possa parecer. Meu esforço é nesse sentido, tentar olhar para o público mais de perto.</p>
<p>A Tatuí, impressa e online, é um canal muito interessante para se debater sobre arte. Vamos agitar isso aqui. </p>
<p>Beijos</p>
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		<title>Por: Carlos Silvio</title>
		<link>http://revistatatui.com/revista/tatui-8/nao-julgue-o-publico-voce-tambem-e/comment-page-1/#comment-10</link>
		<dc:creator>Carlos Silvio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 17:13:52 +0000</pubDate>
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		<description>Parabéns pelo texto, concordo com o que você escreveu, muitas vezes os artistas não se dão ao trabalho(?) de conversar com o público, que é visto como algo menor e inapto para entender a &quot;essência&quot; do artista.
Na minha opinião o público é um dos fatores que legitimam um artista. Eu faço parte do PÚBLICO EM GERAL e não me sinto diminuído por isso.

Sucesso pra Tatuí e pra Olívia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo texto, concordo com o que você escreveu, muitas vezes os artistas não se dão ao trabalho(?) de conversar com o público, que é visto como algo menor e inapto para entender a &#8220;essência&#8221; do artista.<br />
Na minha opinião o público é um dos fatores que legitimam um artista. Eu faço parte do PÚBLICO EM GERAL e não me sinto diminuído por isso.</p>
<p>Sucesso pra Tatuí e pra Olívia.</p>
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