Se alguém estiver esperando alguma coluna do Alex na Tatuí que se apresente para fazer a cobertura jornalística das exposições freqüentadas pela Alta. E não fiquem tão felizes com os espumantes servidos no terraço do remodelado centro cultural mantido pelo banco cheio da grana, pois provavelmente foram comprados com o nosso suado dinheirinho através de mecanismos de renúncia fiscal. Mas, o que fazer se precisamos de espaços expositivos de qualidade onde desaguar a produção artística local, e ainda mais de glamour, de espumantes e caviar nestas exposições?
1. De quando proposições artísticas nos põem diante de dilemas éticos.
O que pensar quando à frente de um barraco de invasão, deslocado para ser exposto em uma sala de museu, aspirar ao úmido olor da matéria de que era feito e sentir o cheiro avesso de gente entranhado nas tábuas, nos móveis, vindo do interior?
Ante o impacto da presença aos poucos tentei ordenar os pensamentos a fim de deslindar o meu embaraço. A princípio a repulsa. Indignou-me a feiúra da miséria. Mas logo pensei se aquela sensação de choque, ativada na proximidade física a algo normalmente distante, seria algo parecido com um êxtase estético e me culpei pela anuência à estetização do barraco. Em seguida indaguei se o barraco deslocado era arte. A questão repetida e dita irrelevante por uns, teria de ser considerada aqui, pois, sabendo que a motivação de Marcio Almeida não era a de reverenciar Duchamp, que necessidade havia em exibir o barraco? Porque, se uma família habitara ali de fato era ético expô-la dessa maneira?
O barraco não precisava estar, mas estava e podíamos senti-lo, mais que entendê-lo. Instigava-me. Serve para isso a arte também. Culpo-me por pensar nele como a feia cara da cidade. O barraco transportado para o museu indicia os deslocamentos na urbe. Deslocamentos forçados de famílias, seja por políticas públicas, seja por especulação imobiliária. Fez-me pensar também na porosidade entre arte e sociedade que a proposta do artista traz. Logo percebo que seria um erro ingênuo pensar que o dado social no trabalho de Márcio estaria no fato dele ter transferido todo o dinheiro da bolsa para a compra de uma moradia mais adequada à dignidade de uma família. Ato louvável, contudo, tendo a pensar que a força do seu ato artístico está no que tem de político.
A meu ver, “O novo ou o nada” toca em questões de visibilidade e inserção, contra a desqualificação de pessoas moradoras de áreas de invasão. Condenamos à invisibilidade aqueles que moram em barracos como se a insalubridade das moradias precárias fosse o reflexo do caráter de quem nelas habita. “O novo ou o nada” traz à cena pública aqueles que não ascendem à categoria de vizinhos, mesmo quando estão morando bem à nossa frente.
Um vídeo acompanhava a instalação e nele está registrado o processo de negociação para a troca do barraco por uma casa escolhida pelo artista. Permanecem os questionamentos. O artista faltou com a ética ao tirar proveito de uma situação de poder para negociar uma troca com aquela família? Em outras palavras, ele se beneficiou da vulnerabilidade daquela família?
Fosse outro artista talvez, mas Márcio Almeida tem um longo trabalho de investigação em torno dos deslocamentos. Também se importa com afetos, apegos, aos lugares e seus nomes. Ao mostrar que mesmo nessas famílias vulneráveis há apego às coisas e ao lugar de moradia, Márcio desencavou uma série de significados acerca das questões citadinas. Ao nos franquear a negociação dessa troca cobra-nos uma reposta diferente da mera desconsideração do problema das populações que habitam esses enclaves de pobreza.
A seguir algumas palavras de Marcio Almeida sobre estas e outras questões de “O novo ou o nada”:
Tatuí: Como se deu a negociação para a troca?
Márcio Almeida: Eu dizia o tempo todo nas negociações que eu não estava sendo um cara bonzinho. Eu dizia que estava trocando um trabalho por outro. Não chegava falando “ah, você ganhou o caminhão do Faustão”, sabe? Busquei alertar de que a troca envolvia perdas, e que estas talvez fossem mais violentas do que meramente perder um guarda roupa, um fogão, perder qualquer coisa dessas.
Tatuí: Quanto tempo demorou a negociação?
MA: Eu recebi vários nãos, e teve casos de pessoas que não me receberam. Eu fiz uma matéria no jornal antes, pra poder ir com um jornal na mão dizer que realmente eu era um artista plástico que tinha esse projeto, meio que para me documentar. Inclusive no vídeo tem um cara que só aparece em fotografia, de costas, pois ele não permitiu que eu filmasse. Ele ficava de costas o tempo todo, mal falou comigo.
Tatuí: Qual a importância dessa negociação para o trabalho?
MA: Esse trabalho tem uma abertura de reflexões que eu mesmo não tenho controle a respeito. O que eu já conversei e falei a respeito desse trabalho, vejo que cada vez que converso novas reflexões surgem. E uma coisa muito bacana é que, por exemplo, somente aos poucos eu fui me dando conta de que a importância desse trabalho para mim era a ação e que eu não tinha o mínimo interesse em montar esse barraco em outro lugar depois.
Tatuí:Você se deu conta depois que o importante era a negociação?
MA:A negociação e a ação, assim, por exemplo, o trabalho era essa mudança da família. Na verdade se me chamassem para expor esse barraco hoje, eu não estaria afim. Faria muito mais sentido pegar a grana do transporte e fazer outra ação. Eu acho muito mais interessante porque é uma coisa que é do momento, que é a ação, que é performance. É como antes com o GPS quando eu rodava pela cidade, sozinho, sem que ninguém soubesse, criava umas rotas, e isso era o trabalho…
Tatuí: E você não registrava?
MA: Eu acho que meu trabalho não precisa de registro… ele é a ação.
Tatuí: Quais seriam as implicações éticas de “O novo e o nada”, como foi que ele repercutiu?
MA:Esse trabalho mexe em coisas, por exemplo, do poder do artista de ter a moeda para negociar, então isso te coloca numa situação de poder. Eu tinha a casa que era melhor da que o cara morava, e de certa forma isso me colocava numa situação de poder. E eu o tempo todo queria mostrar que a relação não era essa, que a relação era a de troca de trabalho, grosso modo, era como se eu estivesse trocando uma casa em troca de uma escultura para o meu trabalho. Eu explicava para eles que não estavam me dando um barraco, uma situação de miséria dele.
Tatuí:Você explicitava para a família de que o barraco seria valorizado de outra maneira, como um objeto artístico?
MA: Fiz com que eles participassem de todas as etapas inclusive na mostra a família estava lá. Eu queria que eles fossem para entender o que estava pretendendo.
2. De quando pequenos e grandes delitos têm que ser alçados à categoria de artísticos para salvar a pele de seus proponentes. E do tipo de delinqüente cuja habilidade principal é romper a resistência dos limites apenas com a cadência de sua respiração.
“Os cinco crimes”
Cinco atos criminosos que participei e que talvez possam ser chamados arte.
por Lourival Batista
1. Parangolé
É um trabalho que só existe quando usado, como uma vestimenta, uma capa, mas a obra se completa com uso das pessoas. Porém, depois da morte de Hélio Oiticica, muitas vezes, quando suas obras são expostas, não se pode tocá-las, ou quando tocadas, são réplicas. Neste dia, lá pelos idos de 2001, roubei uma peça, passei mais ou menos um dia com ela. Filmamos tudo. O museu ameaçou chamar a polícia e então devolvi no dia seguinte. O vídeo com o resto da montagem se tornou uma instalação, mas nunca montei. Eu me lembro que, neste dia do roubo, eu estava com o ego suficientemente inflado a ponto de fazer este ato, pois havíamos ganho, eu e Dani, um prêmio na 1° Mostra Rio de Arte Contemporânea.
2. Noninoninono
(vídeo no qual detonamos com tinta branca numa noite vários
cartazes/outdoors de políticos durante a eleição de 2002 para presidente)
3. Uma performance do Mongus no posto 9 da praia de Ipanema: Mongus vai ao fundo do mar e por um aviso da produção do filme os salva-vidas acham que ele esta se afogando. Vão salva-lo e chamam o “Águia”, um helicóptero que naquele dia já salvara várias pessoas de afogamentos reais. A cena é linda. Oscar de melhor produção para Telephone Colorido do cinema nacional: helicóptero em 30 minutos. Mongus volta à praia num vôo espetacular sobre a praia de Ipanema. Ainda tem uma entrevista do salva-vidas e uma trilha de Fausto Fawcet de quebra.
4. Passar o filme proibido “Di”, de Glauber Rocha, que ele fez no
enterro de Di Cavalcanti (grande pintor modernista brasileiro) e a
família de Di proibiu na justiça a exibição. Ava, filha de Glauber, pode me conseguir o filme.
5. artraffic
É o seguinte. Quando cheguei na França comecei a fumar haxixe com tabaco,
como todo mundo lá. Não me adaptei, não conseguia nadar no porto de
Marseille. Pensei num jeito diferente de fumar, como eu fumava no
interior de Pernambuco, quando morava lá em São José do Egito. Enfiei a
pedra de haxixe numa agulha, queimei, soprei e ela ficou em brasa
soltando uma fumacinha. Depois foi só aspirar a tal fumacinha. Para ter
sempre à mão, passei uma linha no buraco da agulha e amarrei-a no
pescoço. Foi então que percebi que se tratava de uma linda peça
plástica, e como era o dia da independência de Moçambique, intitulei-a
"Collier du Mozambique". Fiz um manual de instruções desenhado em PB e
xerocável, e uma sequência de fotos que explicavam como usar. Comecei
a vender cada colar pelo valor de cinco Euros, junto com o manual de instruções
ARTRAFIC. Fiz uma exposição em Paris em novembro passado, no Palais de Port Doré, e vendi bastante. Empolguei-me, pois esta foi a peça que mais vendi. Só tinha vendido dois quadros em 1996 por preços irrisórios e agora sou um artista comercial. O engraçado é que varias pessoas compraram para fumar no mesmo momento e outras até emolduraram junto com a xérox do manual de instruções. Dai o projeto tomou corpo. Fiz uma performance na Ecole Superior d'art de Avignon, que consistia em fumar um “Colier du Mozambique” e tentei expor na Ecole Superior d'Art de Aix-en-Provence onde eu fazia uma residência. Mas o diretor me disse: "j'ador le travail, mais désolé, ici c'est une école publique". Então eu expus outros 7 trabalhos, inclusive um vídeo que se chama "désolé" e escrevi um texto sobre esta situação na parede da galeria:
"eu tenho também outro trabalho que se chama, "Le Collier du
Mozambique" para expor. Talvez o trabalho mais forte que produzi aqui
na França, mas é impossível mostrá-lo, pois aqui é uma escola
pública, mesmo que todo mundo fume muitas coisas aqui na França.
Bem, é assim mesmo, vou guardar este trabalho para minha exposição no
Pompidou".
Depois, continuei as aventuras. Eu e minha amada Marion fomos parados na fronteira da Suíça com a França e os policiais encontraram metade do haxixe. Talvez eu fosse deportado e pagasse uma multa, mas tudo se esclareceu quando mostrei o manual de instruções e revelei a arte embutida na atitude (gostei desta expressão). Eles apreenderam o que acharam, disseram que iam expor o panfleto numa vitrine do bureau da polícia da fronteira e nos liberaram. Pela atenção de um dos policiais em relação a minha explicação acho até que ele fumava, pois quase todo mundo fuma haxixe na França. Uma coisa é certa, ele aprendeu direitinho. Eles realmente só engrossaram quando pedi para registrar aquele momento. Mas tudo deu certo no final.
A última etapa do projeto em andamento foi trazer o haxixe para cá,
quando voltei da França. Embalei, coloquei na mala e fotografei todo o
processo. Fotografei minha paranóia no avião Marseille-Paris-Rio-Recife e a mala chegando aqui. Nenhum problema, exceto o lap top que não declarei e tive que pagar mil reais de impostos na alfândega. Bem no começo desta seqüência de fotos, que chamo de ARTRAFIC INTERNACIONAL, dou um beijo em Marion e, no fim, minha filha Ingà Maria me dá um beijo. É lindo.
Tenho vendido bem aqui no Brasil, por 10 Euros. O aumento do preço é proporcional à nóia durante a viagem. Fiz uma exposição no Rio de Janeiro, na galeria Gentil Carioca e acabei vendendo todo o meu estoque de haxixe. Comuniquei-me com alguns amigos na França que me mandaram mais, registraram todo o processo lá e eu também o fiz aqui na chegada no Brasil. Estou com um pouco de medo de levar o material de trabalho. Agora acabo de ser convidado para esta exposição em Weimar, Alemanha, e preciso arranjar um jeito de conseguir este trabalho, e levar mais haxixe...
Queria falar uma coisa mais a respeito. Esta discussão sobre se as coisas são arte ou não esta um pouco defasada. Uma pintura hoje, qualquer coisa pintada sobre uma superfície, ninguém questiona se é ou não arte. Pode-se dizer que é ruim, mas é arte.
Realmente esta discussão é meio brega, mas no caso do artrafic (o quinto crime desta obra) ela veio pra cima com força. É que nestes trabalhos, só o conceito pode justificar uma não punição. Nestes casos, meu filhinho, se eu não convencer, vou acabar sendo preso. É obrigatória a performance do convencimento, de si mesmo até. Se você não tiver certeza, não convence a ninguém, como no caso da fronteira Suíça/França.
Lourival Batista
3. E do crédito a ser conferido aos líquidos com alta gradação alcoólica como vetor para a criação coletiva por grupos de artistas na cidade: arte, vício e sociabilidade.
Quem não viu Clarissa Diniz explanando os mecanismos de legitimação artística no nosso meio, perdeu. Na apresentação dos resultados de sua pesquisa levada a cabo com o apoio da bolsa do Salão Pernambucano de Artes, dentre os tipos explicativos um deles chamou-lhe mais a atenção por perpassar os demais. Chamou-o simplesmente de amor. A ligação entre as pessoas, através da relação de amizade em vínculos afetivos perenes, favorece a que se alcance a legitimação em questão, pois funciona como uma alavanca às outras estratégias. Os vínculos que estimulam a cooperação e a colaboração para fins coletivos, num agrupamento ou numa rede de relações, funcionam de modo a que todos possam se comunicar e partilhar do reconhecimento mútuo como artista.
Dado o recado de Clarissa, chegamos ao que é da natureza de boa parte dos relacionamentos de amizade: os vínculos necessitam ser continuamente reafirmados, em longos encontros, bate-papos, reuniões boêmias regadas a muito álcool. A seguir, um relato exemplar dessa conexão entre grupos de artistas e suas criações coletivas em meio à vivência da noite da cidade, nos bares populares, na boemia.
Templos do Prazer
Como quase disse Friedrich Nietzsche: sem o Bar a vida seria um erro. O Bar é o melhor lugar, esta idéia de extensão do lar, o aconchegante endereço para se encontrar os amigos, e como sempre, falar do que se gosta e de tudo que acontece e etc. e tal. No Recife não poderia ser diferente. Construímos vários ambientes onde nos encontrávamos e além de criar e elaborar muitos projetos bebia-se, o que era o melhor. Muitos destes lugares ainda sobrevivem em nossa Cidade. Vamos nos concentrar em dois aos quais estive mais próximo e que freqüentava quase que diariamente: o Bar Royal e o Bar do Seu Vital, dois lugares distintos, mais com peculiaridades afins. O Royal foi fundado por Seu Ribeiro que tinha um pequeno fiteiro junto ao Bar Gambrinus e que conseguiu abrir seu estabelecimento próprio na Rua Tomasina. Sua clientela sempre esteve ligada ao movimento do porto e aos comerciantes do lugar. Durante mais de sessenta anos o Bar Royal esteve presente na vida dos recifenses. O Atelier Quarta-Zona de Arte instalou-se no Bairro do Recife Antigo e depois o Atelier do Cais, e alguns artistas isoladamente começaram a freqüentar e trabalhar também no bairro. Eram os idos anos oitenta, freqüentámos vários bares da região, o Bar do Fogão, o OK, o Francks, o Seu Rainha, o São Francisco, o Bar dos Gatos, o Bar da Charque, e outros que fogem da minha memória. Era neste ambiente que eu era casado só até às 18:00 h. E muitas produções foram compartilhadas pelos amigos e pelas personalidades que flutuavam por alí. Noutros bairros da cidade outros pontos existiam, o Cantinho das Graças, o Panquecas, a Soparia, mais estávamos tão presentes no Bairro do Recife Antigo que elegemos o Bar Royal como QG de nosso grupo. Nesta época conhecemos o Fernando, filho do Seu Ribeiro, que começava a administrar o estabelecimento. Como ele vinha da Faculdade de Design da UFPE, conhecia alguns artistas e tinha um melhor atendimento. Desistimos do Bar Gambrinus, mesmo com toda a simpatia de das Neves, o garçom que tão bem nos atendia. O Royal tornou-se habitual e funcionava de 09h00 as 20h00. Depois de um tempo começamos a freqüentar o Bar à portas fechadas, chegando mesmo às primeiras horas da madrugada, onde éramos convidados a sair e tínhamos que ir ao Extremo Oriente ou mesmo ao Grego, sempre dependia do nosso estado de sobriedade. Descobrimos também o cardápio do Bar: a Dobradinha na sexta-feira, o pé de porco no sábado. Instituímos o nome Cristina para a simpática garçonete, e muitos projetos foram realizados: O Temporal PE, o vídeo Sacrossantos-Eroticos, o Royal Academia de Artes __ este último foi uma extensão do Arte na Barbearia que também começou na mesa de um bar__ as pinturas nos muros das fachadas com o grupo Carga e Descarga e muitas e muitas garrafas de cerveja, cigarros, de todo tipo, homens e mulheres, de todo tipo, e muitos amores. No outro lado da cidade, num bairro bem mais bucólico e não menos alcoólico, criou-se uma outra confraria. No Bar do seu Vital, no Poço da Panela, muitos poetas, filósofos, jogadores de dominós, artistas, críticos e dançarinos de gafieira, se juntavam e ainda se juntam. Sambam, contam estórias e o melhor: bebem bastante. O atendimento impecável e a cerveja super-gelada são a razão do nosso interesse pelo lugar, sem falar na calma e na boa energia que esta esquina do mundo nos proporciona. Soube recentemente que uma Mini-Galeria de arte se instalou no Bar e que um grupo de artistas está com um atelier bem próximo. E é isto, somem o tempo que ficamos nestas mesas, escritórios etílicos onde tantos projetos são mirabolantemente criados e vamos constatar que talvez nossos dias fiquem bem mais presentes nestes templos do prazer e da volúpia, que em nossos próprios lares. Resolvi escrever este texto no melhor endereço que encontrei por aqui, o La Coupole, em Montparnasse. Neste lugar muitas idéias sobrevoaram o ambiente e nada melhor que captar estas ondas que ainda permanecem por aqui.
Mauricio Silva – Paris – Janeiro – 2007.



Bem, cheguei um pouco atrasada por aqui…Estamos em 2010, contudo gostaria de deixar registrada a minha presença. Em primeiro lugar, sobre a exposição do Márcio Almeida creio que ela foi um sucesso exatamente porque gerou muita polêmica e reflexões… Márcio ousou e sacudiu a sociedade, os críticos de arte, os sociólogos, etc..etc.. a medida em que abordou um tema tão delicado. O meu entendimento sobre esse trabalho como assistente social e como alguém que atualmente convive no meio artístico é que a idéia de Márcio, desde a sua concepção até a sua exibição no Museu, foi fantástica…Quem ousa gera polêmica e reflexões geram transformações que contribuem para o crecimento da sociedade. Por isso e por sua coragem, por acreditar no seu trabalho a ponto de cometer essa ousadia, parabéns Márcio Almeida. Que seja sempre um grande exemplo a ser seguido e que outros indivíduos tenham a sua coragem. Grande contribuição para nossa arte e nossa sociedade, Márcio!