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	<title>Revista Tatuí &#187; Maicyra Leão</title>
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		<title>Carta</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 18:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maicyra Leão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tatuí 00]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido,
Te escrevo enquanto te olho.
Sem dúvida essa frase ressoaria com mais uma intencionalidade clandestina à original na boca de nossos camaradas de imersão, tendendo a uma libidinosidade infundada, mas saudável, afinal essas foram gargalhadas que nos aproximaram.
Te olho sem que me perceba e te observo, traços e tiques. De alguma forma, tua imagem de urso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Querido,</p>
<p style="text-align: justify;">Te escrevo enquanto te olho.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida essa frase ressoaria com mais uma intencionalidade clandestina à original na boca de nossos camaradas de imersão, tendendo a uma libidinosidade infundada, mas saudável, afinal essas foram gargalhadas que nos aproximaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Te olho sem que me perceba e te observo, traços e tiques. De alguma forma, tua imagem de urso marxista de luta me estimulam o contraste.</p>
<p>Hoje pensei muito sobre tua escolha: a História da Arte Brasileira.</p>
<p>Esses dias ouvi atentamente teus longos discursos lúcidos e convictos sobre o modernismo brasileiro, sobre Hélio, Antônio Dias, Waldemar &#8211; ícones já perpetuados por nosso pequeno circuito e além dele – e te escutei com a admiração de quem desconhece tantos meandros e com a inquietação de quem prefere não se apoiar na história oficial ou mesmo a história eleita do ícone.</p>
<p>Entre essas idas e vindas, hoje em especial me surpreendi.</p>
<p>Primeiro, porque, no almoço, você abriu a geladeira em busca da salada, atitude esta realmente discordante de tudo que pregou a respeito de sua própria pessoa (e isso é genial – como diria você); segundo, porque talvez hoje eu tenha entendido sua real opção por historicizar.</p>
<p>A pergunta bem argumentada que nos fez hoje à tarde – afinal quem é essa geração à qual nós dizemos pertencer e como ela se reconhece? – ecoou dentro de mim mesmo durante o passeio noturno pela rua da moeda. Por quem vamos esperar para escrever nossa história?</p>
<p>Compreendi que, apesar da diversidade e da dispersão orgânica de nosso movimento, a síntese se faz necessária quando se pretende marcar a arqueologia de nosso futuro. E, como você defendeu, talvez melhor que nos saibamos dizer agora, antes que a poeira se registre como glória.</p>
<p>Agradeci por tê-lo conosco.</p>
<p>Acendeu uma fagulha de expectativa de que uma história endógena se construa e de que possua interlocutores ativos e resistentes, assim como sua luta armada.</p>
<p>E daí a minha insistente inquietação: como conquistar o perfil do que consideramos a nossa geração, sem perder a coesão do tempo real e de muitos?</p>
<p>Martela e martela e mais pensamentos pela noite adentro&#8230;</p>
<p>Um beijo, com o carinho da luta,</p>
<p>Mai.</p>
<p>Ps: ainda precisamos avançar na referência para além de São Paulo.</p>
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		<title>ENQUETE GERACIONAL</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 15:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maicyra Leão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tatuí 00]]></category>

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		<description><![CDATA[

De qual geração em arte você faz parte? Como a nomearia? Ela tem data?
_______________________________________________________
Cite até 7 palavras-chaves que na sua opinião caracterizam sua geração.
_______________________________________________________
Qual a cor preferida da sua paleta?
(    )  Vermelho cor de sangue O-
(    )  Azul cor de céu de Brasília
(    )  Branco cor de paz eterna
(    )  Amarelo cor de mostarda do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p>De qual geração em arte você faz parte? Como a nomearia? Ela tem data?</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Cite até 7 palavras-chaves que na sua opinião caracterizam sua geração.</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Qual a cor preferida da sua paleta?</p>
<p>(    )  Vermelho cor de sangue O-</p>
<p>(    )  Azul cor de céu de Brasília</p>
<p>(    )  Branco cor de paz eterna</p>
<p>(    )  Amarelo cor de mostarda do Mc Donald´s</p>
<p>(    )  Suor cor de gota</p>
<p>(    )   Outra? ____________________________</p>
<p>(    )  Outra que não interessa</p>
<p>Numa quadrilha de São João, para passar debaixo do túnel, quais artistas da tua geração você levaria contigo?</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Você se leva a sério? Exemplifique.</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Qual animal melhor representa o circuito de arte contemporânea? Por quê?</p>
<p>__________________________________________________________</p>
<p>O que um artista contemporâneo diria sobre comer com colher?</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Você faz arte? (Se a resposta for positiva, passe para a pergunta abaixo)</p>
<p>(    ) Sim</p>
<p>(    ) Não</p>
<p>(    ) Ainda não me decidi</p>
<p>Quando você faz a tua arte, acredita estar mobilizando o capital ( $$$ ) ?</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Se você pudesse matar descompromissadamente alguns artistas, quais seriam?</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Qual é sua solução genial para mobilizar um circuito de arte alternativo? Se se sentir incapaz, deixe em branco.</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p style="text-align: left;">* Para sugestões, críticas, reclamações e declarações sobre circuitos alternativos de arte, aproveite qualquer cubo em branco disponível (ou indisponível).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Let’s dance samba in GIA?</title>
		<link>http://revistatatui.com/english/let%e2%80%99s-dance-samba-in-gia/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 21:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maicyra Leão</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>

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		<description><![CDATA[Translated by Denise Pierrotti

Since last March I’ve been “frequenting” the city of Salvador every week. For reasons which are not meant to be taken into consideration here, the capital of Bahia already seemed to me an alternative contact with artistic engagements provided with legitimated action and discourse. 
During the first months, when I was still [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>Translated by </em>Denise Pierrotti</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Since last March I’ve been “frequenting” the city of Salvador every week. For reasons which are not meant to be taken into consideration here, the capital of Bahia already seemed to me an alternative contact with artistic engagements provided with legitimated action and discourse. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">During the first months, when I was still bold amongst the turbulence created after choosing to live with no fixed location, I’ve climbed the slopes of the city seizing concrete and invisible data onto which I could hold.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Bit by bit the foreigner look broke down giving rise to the binocular view. Beyond contemplation I could focus on details which enhanced contrasts and tensions between the beautiful, stirring, exotic Salvador and its other mediocre and prostituted side.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Representing such a tense stage, the famous Pelourinho was and still is a challenger mystery, a mixed oracle sometimes empty and sometimes on its complete energy full of histories and hidings. It was there, on Rua das Laranjeiras, number 46, where I found the highly expected GIA’s headquarter. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR">GIA stands for </span><span lang="pt-BR"><em>Grupo de Interferência Ambiental</em></span><span lang="pt-BR"> – Enviromental Interference Group. </span>It was formed by a group of friends from the Fine Arts School of <em>Universidade Federal da Bahia</em> and became one of the	biggest icons among diverse artist collectives which together have prospered in Brazil since later 20<sup>th</sup> century. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">In general terms, as a non-nominated movement, more than 50 artist collectives emerged in a direct or indirect resistance posture against a validation system marked by a market of <em>marchands</em>, collectors and institutions responsible for reducing the circulation and overestimating the artist as a remarkable entity of the society. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Inspired by a life experience that surpasses this questioning, most of these artist collectives have elected streets and public spaces as an efficient way of expressing their artistic, ethical, poetic and political aspirations while trying to also break accessibility barriers which the framed art had imposed.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">For now I have no room for closely enquiring aspects of all contradictions and paradoxes which permeated the survival of the collectives, but it’s still worth to note how the consolidation</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"><sup>1</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> of the urban intervention as an artistic language, assumed even on fomentation and circulation edicts, has followed the development of this movement appealing to the collective while making viable large-scale actions from participating on a bigger quantity of agents.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">However, the collective action was not necessarily associated to the mass as a participant number in the streets. Assuming the collectiveness meant to be looked as a legitimating group of its own discourse/action that allowed a certain autonomy and secure attitude including the dissolution of an authorship which is focused on the individual whose </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>status quo </em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">may be measured and compared. Thus, being connected</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote2anc" href="#sdfootnote2sym"><sup>2</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> and presented as such in the public space involves willpower to cause a destabilizing energy</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote3anc" href="#sdfootnote3sym"><sup>3</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> of a homogenous and hyper-synchronous</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote4anc" href="#sdfootnote4sym"><sup>4</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> routine in which individual contexts became aesthetically hyper-oriented. Involved in this routine aesthetic – term also used by GIA to describe its works –, </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>artivism</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> and </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>spectacularity</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> presume a new tension reestablishing contradictions inside the collective and the intervention ambit itself. A characteristic style has been established in the urban intervention</span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>: a priori</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> any visual surprise or any object/action dislocated from its initial context now complies with the intervention as in a “trick&#8221; to the accelerated looking rhythm. Therefore, I wonder: to what extent our strategy hasn’t lost its power as a banalized  micro-resistance</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote5anc" href="#sdfootnote5sym"><sup>5</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">? While a fleeting happening, how is it possible to minimally make it perpetual in the depth of the accomplices sharing the action? How is it possible to mobilize a rational questioning or an aesthesia</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote6anc" href="#sdfootnote6sym"><sup>6</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> and an inapprehensible uproar through the oral discourse? How to conquer a breach in the sensorial space beyond recognizing the aesthesia? I’ll give you a cookie if you guess it right. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Not in vain, GIA claims to be a group of friends. There are no guarantees of its persistence without the affinity to keep its relationships alive and updated. They live as a group, meet and go different ways with the generosity from the beloved ones. If the music wanders by some and cries out its presence, everybody takes on the samba.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">I came to Pelourinho for GIA&#8217;s samba on a Thursday feeling anxious and curious. Then I came back home feeling the serenity that makes you walk and sing. The headquarter is situated in a street connecting a big car parking lot and the most popular areas of that tourist point. The passage is guaranteed and the door is always open. For those with <em>affinity, </em>the shifty samba soon becomes a game of joy after taking part in the swing holding a tambourine or a beer offered by a strange. There is no sale or commerce. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">The musicians take turns just like the “chipping in” to buy drinks. Like in the old &#8220;samba-de-chave” from Bahia on which musicians and dancers pretended to look for a key (“chave” in Portuguese) lost in the middle of the circle of people in order to be substituted, the intermediations are formed without predefined orientation. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Some compositions from the group are already known by the closest ones, like “Cerveja Gia” and “Degrau”, which are sung for motivating and gathering around freshmen in the yard or any eventual passer-by. The powerful lyrics are assured by the common belief that mostly depict and register intervention actions made by GIA mobilizing the audience and merging into other classic Brazilian samba songs from Bahia or Rio de Janeiro.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">I never thought about the music as a register of an action. I was intrigued by its posterior comprehension capacity and how it perpetuated itself in my daily life. I woke up singing and even taught a samba:  “To whom keeps dreaming, thinking, planning / trying to find a way of changing the situation /  enjoying this expanded register, I tell you, my friend, you change opinions / modifying what is beside you, you change the whole world, believe in your actions&#8221;</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote7anc" href="#sdfootnote7sym"><sup>7</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Not only resistance as a local or national identity, the samba also resounded the urban intervention affected by the swing and the sweat. The rhythm was now influenced by the city life and mixed with collective sensorial experience and reflection becoming a “condition to the other stop simply being an object of projection of predetermined images in order to become a live presence through which we build our territories of existence” </span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote8anc" href="#sdfootnote8sym"><sup>8</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">***</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">There are some controversies about the origin of the word samba. Some believe it appeared as a direct reference to some of the many African languages</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote9anc" href="#sdfootnote9sym"><sup>9</sup></a></span></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">, possibly from </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>quimbundo</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> language in which </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>sam</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> means “to give” and </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>ba</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> means &#8220;to receive&#8221;.  In Brazil the term ”</span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>samba</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">” is believed to be a variation of </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>“semba</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">” (“navel-ling”) – a dance consisting of two people banging into each other while jumping and touching their navels in the air.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">I feel instigated to imagine the urban intervention happening, or expanding as a matter of fact, while being a description played by two navels in the air. Maybe it is a possibility of keeping the capacity of the action linking the pore to this invisible contact apprehending and keeping us suspended.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;">I’m not able to determine exactly when the samba in headquarter began. What I know for sure is that I&#8217;m waiting for the next time. Let&#8217;s dance samba in GIA?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><br />
</span></span></p>
<div id="sdfootnote1">
<p align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc">1</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;">I 	have no intention of ignoring the many previous historical 	expressions of urban or collective interventions but I’m focusing 	on this text in a specific moment of the recent Brazilian 	production. By the way, dialogues and exchanges are always welcome: </span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="mailto:maicyraleao@gmail.com"><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;">maicyraleao@gmail.com</span></a></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"> .</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote2sym" href="#sdfootnote2anc">2</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"> Also as a single practicer, I tranquilly admit a possibility of 	“being together” even starting from a solo support/motivation. 	Thus, “collective” is for me experienced from a condition, not 	from numbers. </span></p>
</div>
<div id="sdfootnote3">
<p><a name="sdfootnote3sym" href="#sdfootnote3anc">3</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"> Please Refer to: ROLNIK, Suely. </span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Inconsciente 	Antropofágico &#8211; ensaios sobre as subjetividades contemporâneas</em></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">. 	São Paulo: Estação Liberdade, 1997. </span></span></div>
<div id="sdfootnote4">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote4sym" href="#sdfootnote4anc">4</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> Please Refer to: STIEGLER, Bernard. </span></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"><em>Reflexões 	(não) contemporâneas</em></span></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">. 	Maria Beatriz de Medeiros (tranl. and org.) Chapecó: Argos, 2007.</span></span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote5">
<p><a name="sdfootnote5sym" href="#sdfootnote5anc">5</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"> Please Refer to: BERENSTEIN, Paola Jacques. </span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>Corpografias 	urbanas</em></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> in: </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/"><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">www.vitruvius.com.br/arquitextos/</span></span></a></span></span></div>
<div id="sdfootnote6">
<p style="margin-left: 0.32cm; text-indent: -0.32cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote6sym" href="#sdfootnote6anc">6</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> Please Refer to: MEDEIROS, Maria Beatriz de. </span></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"><em>Aisthesis: 	estética, educação e comunidades</em></span></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">. </span></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Chapecó: 	Argos, 2005.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote7">
<p><a name="sdfootnote7sym" href="#sdfootnote7anc">7</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"> Passage of the Song “Acredite em suas ações” (“Belive in 	Your Actions”), from Samba GIA. </span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Please 	visit: </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.giabahia.blospot.com/"><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">www.giabahia.blospot.com</span></span></a></span></span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> </span></span></div>
<div id="sdfootnote8">
<p align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote8sym" href="#sdfootnote8anc">8</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> ROLNIK, Suely. </span></span><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em><span style="font-weight: normal;">Cartografia 	Sentimental</span></em></span></span></span></em><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em> -</em></span></span></span></em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em> Transformações contemporâneas do desejo</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">. 	São Paulo: Estação Liberdade, 1989. Pages 11 and 12.</span></span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote9">
<p><a name="sdfootnote9sym" href="#sdfootnote9anc">9</a><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"> Source</span><span style="font-family: Helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">: 	Wikipedia</span></span></div>
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		<title>Vamos sambar no GIA?</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 21:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maicyra Leão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tatuí 8]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo GIA]]></category>

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		<description><![CDATA[

Desde março desse ano, passei a “frequentar” a cidade de Salvador semanalmente. Por questões que fogem ao interesse dessas breves considerações, a capital soteropolitana se apresentava a mim como alternativa de contato com engajamentos artísticos providos de discurso e ação legitimada.
Durante os primeiros meses, ainda afoita em meio à turbulência gerada pela opção por uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P.sdfootnote-western { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P.sdfootnote-cjk { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P.sdfootnote-ctl { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { color: #0000ff } 		EM { font-style: normal; font-weight: bold } 		A.sdfootnoteanc { font-size: 57% } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Desde março desse ano, passei a “frequentar” a cidade de Salvador semanalmente. Por questões que fogem ao interesse dessas breves considerações, a capital soteropolitana se apresentava a mim como alternativa de contato com engajamentos artísticos providos de discurso e ação legitimada.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Durante os primeiros meses, ainda afoita em meio à turbulência gerada pela opção por uma vida sem localização fixa, percorri as ladeiras da cidade lançando garras por sobre os dados concretos e invisíveis aos quais pude me apreender.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Aos poucos, o olhar estrangeiro se desmembrava dando lugar ao binocular. Além da contemplação, pude focar detalhes que realçavam contrastes e tensões entre a Salvador bela, instigante, exótica, de um lado; e, do outro, medíocre e prostituída.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Representante desse palco de tensões, o famoso Pelourinho ainda era (e é) um mistério desafiador, um misto oracular que ora se esvazia, ora se torna pleno em sua energia carregada de história e esconderijos. Foi lá, na Rua das Laranjeiras, n. 46, que me encontrei com o tão esperado QG do GIA (QG = Quartel General). </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;">O GIA – Grupo de Interferência Ambiental, reunido em 2002 e formado por amigos oriundos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, tornou-se um dos ícones dentre os diversos coletivos de artistas que se proliferaram no Brasil, desde fins do século XX.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Num contexto geral, enquanto movimento não nomidado, mais de 50 coletivos de arte surgiram com uma postura de resistência, direta ou indireta, a um sistema de validação pautada num mercado de </span><span lang="pt-BR"><em>marchands</em></span><span lang="pt-BR">, colecionadores e instituições, responsáveis pelo cerceamento da circulação e pela hipervalorização do artista como entidade em destaque na sociedade. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Movidos por uma prática de vida que vai além desse questionamento, grande parte desses coletivos elegeu a rua e o espaço público como meio eficaz de manifestação de seus anseios artísticos, éticos, poéticos e políticos, numa tentativa de também romper as barreiras da acessibilidade à qual a arte enquadrada havia se imposto.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Não me cabendo, por ora, aprofundar aspectos das contradições e paradoxos que permearam a sobrevivência dos coletivos, vale observar como a consolidação</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"><sup>1</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> da intervenção urbana, enquanto linguagem artística assumida inclusive em editais de fomento e circulação, acompanhou o desenvolvimento desse movimento de apelo coletivo, viabilizando inclusive ações de grande escala a partir da participação de uma maior quantidade de agentes. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">No entanto, a ação coletiva não necessariamente esteve associada à massa enquanto número participante na rua. Assumir-se enquanto coletivo era enxergar-se como grupo legitimador de seu próprio discurso/ação, permitindo-se uma certa autonomia e segurança de atitude, inclusive pela dissolução de uma autoria focada no indivíduo, cujo </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>status quo</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> é passível de ser medido e comparado. Estar em conjunto</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote2anc" href="#sdfootnote2sym"><sup>2</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> e apresentar-se como tal, no espaço público, envolve então força e vontade de provocar uma energia desestabilizadora</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote3anc" href="#sdfootnote3sym"><sup>3</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> de um cotidiano homogêneo e hiper-sincrônico</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote4anc" href="#sdfootnote4sym"><sup>4</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">, em que os contextos individuais tornaram-se hiperorientados esteticamente.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><a name="OLE_LINK1"></a> <span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Envolvidos nessa estética do cotidiano, termo também utilizado pelo GIA para caracterizar seus trabalhos, </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>artivismo</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> e espetacularidade</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote5anc" href="#sdfootnote5sym"><sup>5</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> assumem uma nova tensão, reestabelecendo contradições dentro do próprio âmbito da intervenção e do coletivo. Um modismo se estabeleceu na intervenção urbana: qualquer estranhamento visual ou qualquer objeto/ação deslocalizado de seu contexto inicial passaram, a priori, a se conformar com a intervenção como sendo uma “pegadinha” no ritmo acelerado do olhar. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Pergunto-me: até que ponto essa estratégia não perdeu sua potência enquanto microrresistência</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote6anc" href="#sdfootnote6sym"><sup>6</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> que se banalizou? Como acontecimento efêmero, como perenizá-lo minimamente no íntimo dos cúmplices que compartilharam a ação? Como mobilizar um questionamento racional ou uma </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><em>surpreensão</em></span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote7anc" href="#sdfootnote7sym"><sup>7</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"> e um rebuliço inapreensível pelo discurso verbal? Como conquistar uma brecha no espaço sensorial para além do reconhecimento do estranhamento? Ganha um pirulito quem souber.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Não à toa, o GIA se denomina como um grupo de amigos. Não há garantias de sua persistência sem a afinidade por manter suas relações vivas e atualizadas. Convivem, se encontram e se desencontram com a generosidade de quem ama. Se a música percorre por alguns e grita a presença, assumem todos o samba. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;">Cheguei ao Pelourinho para o samba do GIA numa quinta, com a ansiedade gerada pela curiosidade e voltei para casa com a tranquilidade de quem caminha cantando. </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">O QG está situado numa rua que liga um grande estacionamento para carros a áreas mais badaladas daquele ponto turístico. A passagem é certa e a porta está sempre aberta. Àqueles com </span><span lang="pt-BR"><em>afinidade</em></span><span lang="pt-BR">, o samba fuleiro logo se faz jogo de alegria, entrando na roda com tamborim na mão ou com um copo de cerveja ofertado por um desconhecido. Não há venda ou comércio lá dentro. Os músicos são rotativos, assim como a “vaquinha” para se comprar a bebida. Como no antigo samba-de-chave baiano, no qual os músicos e bailarinos fingiam procurar uma chave no meio da roda para que fossem substituídos, os agenciamentos vão se formando sem orientação pré-definida. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Para os mais próximos, algumas composições musicais do grupo já conhecidas, como “Cerveja Gia” e “Degrau”, são cantadas como estímulo agregador aos novatos no terreiro ou aos errantes que por ali passam. As poderosas letras das músicas, credibilizadas pela crença compartilhada, que em sua maioria retratam e registram ações de intervenção realizadas pelo GIA, mobilizam os ouvintes, se misturando a clássicos do samba brasileiro, sejam eles nascidos na Bahia ou no Rio de Janeiro.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Nunca havia me ocorrido a música como registro de uma ação. Fiquei intrigada com a capacidade de abrangência pós-evento com que ela se perpetuou em minha lida diária. Acordei cantando e até ensinei um samba: “Quem vive sonhando, pensando, matutando / tentando encontrar um jeito de mudar a situação / Aproveitando esse registro expandido, eu lhe digo, meu amigo, você muda opiniões / Modificando aquilo que está ao seu lado, você muda o mundo todo, acredite em suas ações!”</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote8anc" href="#sdfootnote8sym"><sup>8</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Além de resistência enquanto identidade, local e nacional, o samba repercutia a intervenção urbana contaminada pelo suor da ginga. O ritmo da roda estava agora comprometido com a vivência na cidade, num misto de reflexão e experiência sensorial coletiva, tornando-se “condição para que o outro deixe de ser simplesmente objeto de projeção de imagens pré-estabelecidas e possa se tornar uma presença viva, com a qual construímos nossos territórios de existência” </span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote9anc" href="#sdfootnote9sym"><sup>9</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;">***</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Há controvérsias sobre a origem do nome samba. Alguns acreditam que tenha surgido com referência direta a alguma das muitas línguas africanas</span></span><sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><a name="sdfootnote10anc" href="#sdfootnote10sym"><sup>10</sup></a></span></span></sup><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">, possivelmente do quimbundo, onde </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"><em>sam</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"> significa </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"><em>&#8220;</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT">dar</span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"><em>&#8220;</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT">, e </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"><em>ba</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT">, </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"><em>&#8220;</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT">receber</span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"><em>&#8220;</em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT">. No Brasil, acredita-se ainda que o termo &#8220;samba&#8221; tenha sido uma variação de </span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT"><em>semba </em></span></span><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-PT">(umbigada), dança na qual duas pessoas se chocam, saltando, encostando os umbigos no ar.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;">Me instiga imaginar a intervenção urbana correndo, ou melhor, se expandindo enquanto relato musicado por entre dois umbigos no ar. Talvez seja uma possibilidade em manter a potência da ação ligada ao poro e a esse contato invisível que nos apreende e nos mantém em suspensão.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR">Não saberia precisar quando começou exatamente o samba no QG, sei que aguardo</span><span lang="pt-BR"> o próximo. Vamos sambar no GIA?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT"><span style="font-family: helvetica,sans-serif;"><span lang="pt-BR"><br />
</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT">
<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" lang="pt-BR" align="LEFT">
<div id="sdfootnote1">
<p align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc">1</a><span lang="pt-BR"> Não quero com isso ignorar as diversas manifestações históricas 	anteriores, tanto de intervenções urbanas, quanto de coletivos, 	mas estou me focando nesse texto num momento específico da recente 	produção brasileira. Inclusive diálogos e trocas são sempre 	bem-vindos: </span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="mailto:maicyraleao@gmail.com"><span lang="pt-BR">maicyraleao@gmail.com</span></a></span></span><span lang="pt-BR"> .</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote2sym" href="#sdfootnote2anc">2</a><span lang="pt-BR"> Como praticante também solitária, reconheço com tranquilidade a 	possibilidade de se “estar em conjunto” mesmo a partir de um 	suporte/estímulo solo. Portanto, “coletivo” para mim é vivido 	a partir de um estado e não de números. </span></p>
</div>
<div id="sdfootnote3">
<p><a name="sdfootnote3sym" href="#sdfootnote3anc">3</a><span lang="pt-BR"> Ver: ROLNIK, Suely. </span><span lang="pt-BR"><em>Inconsciente 	Antropofágico &#8211; ensaios sobre as subjetividades contemporâneas</em></span><span lang="pt-BR">. 	São Paulo: Estação Liberdade, 1997. </span></div>
<div id="sdfootnote4">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote4sym" href="#sdfootnote4anc">4</a><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> Ver: STIEGLER, Bernard. </span></span><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"><em>Reflexões 	(não) contemporâneas</em></span></span><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">. 	Maria Beatriz de Medeiros (trad. e org.) Chapecó: Argos, 2007.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote5">
<p align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote5sym" href="#sdfootnote5anc">5</a><span lang="pt-BR"> </span><span lang="pt-BR">Ver: DEBORD, Guy. </span><span lang="pt-BR"><em>A 	sociedade do espetáculo</em></span><span lang="pt-BR">. Rio de 	Janeiro, Contraponto, 1997</span></p>
</div>
<div id="sdfootnote6">
<p><a name="sdfootnote6sym" href="#sdfootnote6anc">6</a><span lang="pt-BR"> Ver: BERENSTEIN, Paola Jacques. </span><span lang="pt-BR"><em>Corpografias 	urbanas</em></span><span lang="pt-BR"> in: </span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/"><span lang="pt-BR">www.vitruvius.com.br/arquitextos/</span></a></span></span></div>
<div id="sdfootnote7">
<p style="margin-left: 0.32cm; text-indent: -0.32cm; margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote7sym" href="#sdfootnote7anc">7</a><span lang="pt-BR"> </span><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">Ver: MEDEIROS, Maria Beatriz 	de. </span></span><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"><em>Aisthesis: 	estética, educação e comunidades</em></span></span><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">. 	Chapecó: Argos, 2005.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote8">
<p><a name="sdfootnote8sym" href="#sdfootnote8anc">8</a><span lang="pt-BR"> Trecho da Música “Acredite em suas ações”, do Samba GIA. Ver: </span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.giabahia.blospot.com/"><span lang="pt-BR">www.giabahia.blospot.com</span></a></span></span><span lang="pt-BR"> </span></div>
<div id="sdfootnote9">
<p align="JUSTIFY"><a name="sdfootnote9sym" href="#sdfootnote9anc">9</a><span lang="pt-BR"> ROLNIK, Suely. </span><em><span style="color: #000000;"><span lang="pt-BR"><em><span style="font-weight: normal;">Cartografia 	Sentimental</span></em></span></span></em><em><span style="color: #000000;"><span lang="pt-BR"><em> -</em></span></span></em><span style="color: #000000;"><span lang="pt-BR"><em> Transformações contemporâneas do desejo</em></span></span><span style="color: #000000;"><span lang="pt-BR">. 	São Paulo: Estação Liberdade, 1989. Pág. 11 e 12.</span></span></p>
</div>
<div id="sdfootnote10">
<p><a name="sdfootnote10sym" href="#sdfootnote10anc">10</a> <span lang="pt-BR">Fonte: Wikipedia</span></div>
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