<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Revista Tatuí &#187; Flavia Vivacqua</title>
	<atom:link href="http://revistatatui.com/author/flaviavivacqua/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://revistatatui.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Jan 2012 14:15:02 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.6</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Novas organizações e cultura</title>
		<link>http://revistatatui.com/revista/tatui-6/novas-organizacoes-e-cultura/</link>
		<comments>http://revistatatui.com/revista/tatui-6/novas-organizacoes-e-cultura/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 02:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Vivacqua</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tatuí 6]]></category>
		<category><![CDATA[flavia vivacqua]]></category>
		<category><![CDATA[gandhi]]></category>
		<category><![CDATA[organizações culturais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://revistatatui.com/?p=296</guid>
		<description><![CDATA[A Força não provem da capacidade física e sim de uma vontade indomável (&#8230;), 
o Amor é a força mais sutil e humilde do mundo, a força mais poderosa! 
Mahatma Gandhi
A liberdade existe em momentos delicados e se localiza bem próxima da fronteira.
As escolhas, em diferentes escalas, são como uma onda acumulada.
Na indústria, vende-se mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>A Força não provem da capacidade física e sim de uma vontade indomável (&#8230;), </em><em></em></p>
<p align="right"><em>o Amor é a força mais sutil e humilde do mundo, a força mais poderosa! </em></p>
<p align="right">Mahatma Gandhi</p>
<p>A liberdade existe em momentos delicados e se localiza bem próxima da fronteira.</p>
<p>As escolhas, em diferentes escalas, são como uma onda acumulada.</p>
<p>Na indústria, vende-se mais porque é de plástico, ou é de plástico porque vende mais? Os consumidores são indivíduos não-organizados que tomam, em suas escolhas de compra, a escala da multidão. Nós, ainda que sob massificada tentativa de determinação de nossos desejos por parte da indústria e da publicidade; de nossa possível imaturidade diante da necessidade afetiva de pertencimento; ainda assim, temos o privilégio de fazer escolhas e tudo parece necessitar ser sacrificado pela atenção consciente.</p>
<p>Por serem diferentes dos espetáculos teatrais, do cinema e da música, as artes visuais e, dentro deste campo, as artes experimentais e as artes públicas, tornam-se, por suas qualidades relacionais, “ponta de lança” do sistema cultural, das diretrizes e ações públicas de desenvolvimento social. Também sob essa ótica, escolhas que estariam em uma escala do individuo, ou do grupo e seu micro-cotidiano, tornam-se escolhas coletivas, escolhas sociais.</p>
<p>Presenciamos a todo instante o perigo eminente da<strong> </strong>forma amornada, das propostas inseridas no sistema instituído sem posicionamentos críticos e tensionadores, na busca por estar em relação de manutenção de mão dupla com ele… Como reconhecer o ponto em que simplesmente reproduzimos o que não nos serve mais? Como pode ser uma relação fronteiriça de negociação diferenciada com as instâncias de poder? E como podem os que trabalham em posições de poder estabelecer tomadas de decisão, governança e empoderamento de forma diferenciada? Quais os valores e princípios fundamentais? Quais as diretrizes e indicadores que nos guiam? Qual o sentido que estamos construindo?</p>
<p>Nas práticas e negociação pessoal, o que vem atrás recebe esse mesmo ponto, ou padrão, que se torna dado de referência ou parâmetro pré-estabelecido. Faz-se necessário perder a ingenuidade ou qualquer tipo de mitificação e tabu nas negociações, sobretudo nos acordos jurídicos e econômicos.</p>
<p>No entrelaçamento das práticas artísticas e culturais da sociedade, na lógica das redes, pelas novas organizações e economia criativa, encontramos alguns exemplos de práticas <em>(cultura livre; democratização do conhecimento e livre circulação; intervenções e ações diretas; happenings e arte relacional; manifestações públicas e midiáticas; práticas pacifistas e desobediência civil não violenta; entre outros</em>) que pressionam transformações para outras tomadas de decisões das instâncias de poder, ao imprimir novos valores e ética no trabalho e suas relações <em>(como nas manifestações frente as situações jurídicas e econômicas das atuais leis de isenção fiscal, direito autoral e propriedade intelectual)</em>. Dessa forma, todas as escolhas no âmbito do trabalho – desde a escala individual – serão sempre, para o sistema, escolhas coletivas.</p>
<p>Vivemos em uma sociedade pautada nos processos de Troca e Partilha, buscando aprender práticas de C<em>ompartilhar</em><strong> e </strong><em>Colaborar</em> &#8211; detalhes do COMO &#8211; geradoras de novo processo cultural para essa sociedade.</p>
<p>Já é possível perceber que se apropriar singularmente, ou grupalmente, dos meios de produção e difusão, importante prática dos artistas e agrupamentos independentes, dinamizados pelo uso das atuais tecnologias, não basta para o fortalecimento das novas organizações em rede como possibilidade de reorganização social. Pois, ou são efêmeras e pontuais, ou são facilmente absorvidas pelo sistema vigente, necessitado de <em>novidades geracionais </em>para se manter. Desse modo, as <em>dinâmicas coletivas</em><strong> </strong>que imprimem novas éticas e valores<strong>;</strong> o <em>ambiente compartilhado e estruturado</em><strong> </strong>de maneira a gerar menos disperdício e ampliação das possibilidades de relações,<strong> </strong>como lentes que nos amplificam a visão; e, principalmente, a <em>continuidade dos processos,</em> são eixos fundantes na transição para uma sociedade colaborativa.</p>
<p>Porém, são justamente as novas organizações em rede, capazes de experimentar – criando e praticando conceitos diferenciados como autogestão –, compartilhar e colaborar em escala macro<em> </em>(ex.: <a href="http://www.indymedia.org/">www.indymedia.org</a> – 1999 e <a href="http://www.wikipedia.org/">www.wikipedia.org</a> &#8211; 2001) ou comunitária (ex.: <a href="http://gen.ecovillage.org/">http://gen.ecovillage.org</a> &#8211; 1993), que estabelecem novos meios produtivos, circuitos e conhecimento livre. O fundamental na construção cultural é que essas organizações são exemplos para novos procedimentos e valores nas tomadas de decisões, governança, empoderamento, comunicação e resoluções de conflitos, sendo propositivos em soluções e sobresaindo-se ao <em>status quo</em> claramente insuficiente e ineficiente hoje, porque destrutivo e com alto nível de desperdício.</p>
<p>Na organização comunitária, se o foco do investimento de energía produtiva (produtor + processo + produção) e econômica for direcionada em sua maioria para o interior da rede social colaborativa, de forma a nutri-la mais do que o ponto de maior externalidade, a boa tendência é o fortalecimento e a possibilidade da comunidade estar em manutenção continuada e crescente de sua funcionalidade sistêmica; o contrário, tende a gerar desperdício sistêmico. Para tanto, se torna necessário atuar no cinturão da resistência e para além dele, saindo da zona de conforto e dos padrões estabelecidos sobre códigos e necessidades que já não nos pertencem, para que haja construção efetiva de outro modo de existir.</p>
<p>Nesse momento, essa talvez seja a maior segurança estratégia e tática possível de uma comunidade em rede social fundada na lógica da autogestão, do compartilhamento, da colaboração, da dinamização da economia local, do fortalecimento das novas estruturas organizacionais e de uma nova ecologia do sistema.</p>
<p>Política? São as escolhas coletivas de cada um, que estabelecem acordos, fronteiras, modos de viver, de relacionar-se e de construir o conhecimento comum. É o desafio e responsabilidade de todos que escolhem viver em sociedade e, dessa forma, necessita ser encarada como construção cotidiana, inteligente, criativa, saudável e prazerosa, porque justa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://revistatatui.com/revista/tatui-6/novas-organizacoes-e-cultura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

