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	<title>Revista Tatuí &#187; Deyson Gilbert</title>
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		<title>Página 39</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 19:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deyson Gilbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tatuí 10]]></category>

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		<description><![CDATA[
notas sobre  “a simetria dos corpos ausentes”
Por Erwin Schrödinger, Guy Debord, Mosteiro de São Francisco, Karl Marx, Joseph Stalin

 
 

1.a
estado 

s / imagem

“O espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que se torna imagem”. A famosa colocação de Guy Debord nos esclarece duas coisas:

1º- uma vez desmesuradamente acentuada a presença do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>notas sobre  “a simetria dos corpos ausentes”</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Por Erwin Schrödinger, Guy Debord, Mosteiro de São Francisco, Karl Marx, Joseph Stalin<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>1.a</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>estado</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">s / imagem</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“O espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que se torna imagem”. A famosa colocação de Guy Debord nos esclarece duas coisas:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">1º- uma vez desmesuradamente acentuada a presença do capital no mundo, sua história passa a ser aquela da transcendência da matéria, como se à hóstia da mercadoria se somasse a mais-valia da transubstanciação da cultura;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">2º- é da natureza da imagem ser fruto de um processo de acumulação, jamais de negação ou dispersão. Por esse motivo, quando elevada à condição de “ordem geral das coisas”, a imagem torna indiferentes os atos de adição e subtração. É como se, no interior da lógica da representação, tudo se encontrasse já de antemão condenado à presença e à permanência.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>1.b</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>fotografia</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Feito prancha fotográfica, o corpo do santo toma para si as marcas de seu referencial. Reproduz o buraco do prego; o golpe da lança. Condena o corpo à cruz da representação. Daguerreótipo ambulante de carne, torna aquilo que no Cristo era chaga bruta, ferida, em reprodução orgânica, cópia fidedigna da violência. Convertida a suporte, a carne subtrai de si a condição de vítima, retira do índice do golpe a necessidade de um algoz, é mímese sem mímese.</p>
<p style="text-align: justify;">Atado literalmente à abstrata existência dos céus, o corpo, transcendido a reflexo, possui agora a existência incompleta da imagem: não se sustenta por si só, não se vale sem a tácita presença da fala, do texto – história e redenção, passado e futuro, presente hemofílico que jamais se cura ou morre.</p>
<p style="text-align: justify;">A acumulação imprime aqui seu signo capital: balança o corpo na corda do cadafalso sem arrochar o nó, executa sem matar.</p>
<p style="text-align: justify;">obs.: na economia das imagens, toda indexação constitui um tipo de especulação,</p>
<p style="text-align: justify;">toda especulação um tipo de sobrevida e morte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>1.c</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>pintura</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sozinho, delicadamente ele mira a câmera enquanto todos os outros observam o espaço à sua esquerda. Descansando por detrás do pesado tecido, napoleônica e erótica, sua destra se esconde e se mostra com a malícia da modelo que se sabe fotografada. Se esconde para dentro do corpo como se, feito líquido, corresse contínua até o outro lado, onde, afundada  no bolso do casaco,  sua  mão  esquerda se enterra. Por detrás de seu olhar, parecem ecoar as palavras de Heráclito: “um homem não pode banhar-se duas vezes no mesmo rio”. A proposição de seu corpo é clara e eloquente: identifica a si com as águas que lhe envolvem pela esquerda; com sua voz, conclama suas forças e fecha sobre si e os egípcios as paredes melífluas do Mar Vermelho. “Não haverá fuga. Não haverá deserto”, sussurra por entre o leve sorriso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Presentes e ausentes na foto, seus punhos nos sintetizam a tensão entre o visível  e  o  invisível  subjacente  a toda  a  estrutura da  imagem.  Como volumes  invisíveis  por  debaixo  do  capote,  se apresentam menos  como mãos, do  que como cântaros  a  entornar água  nos  rios  caudalosos  da  história  (Stalin,  ninfa  das  águas). Totalmente  suprimida, a  mão  canhota  comenta a  si  mesma  e  ao outro,  o  fantasma  ausente,  afogado  pelo  Canal  Moscou-Volga no  vazio dominante da parte direita da  imagem. Sem  retirá-la  do bolso,  o  líder  realiza  a  seu  modo  as  mais  pungentes  pinceladas de  toda a história da  pintura realista (pintura de cristais de  prata e  pólvora).  Comentário pré-socrático  sobre  a elementaridade  das coisas, define corpo e imagem entre a terra e o ar, a  água  e o  fogo.(Imagem:  foto  de  Stalin  ao  lado  do  Canal  Moscou-Volga.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Removido  da  parte  direita  da  imagem  original,  encontrava-se  Nikolai  Yezhov,  assassinado  em  1940  pelo  regime.  Yezhov era  o  Comissário  do  Transporte  Fluvial  da  U.R.S.S.  até  então).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>1.d</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>economia</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“Alguém  pode  inclusive  montar  casos  razoavelmente  ridículos. Um gato é  preso em uma câmera de aço  com o dispositivo seguinte (o  qual deve  estar seguro contra a interferência  direta do gato): em um  contador Geiger há uma  pequena  quantidade  de substância  radioativa, <em> tão</em> pequena que <em> talvez</em> , no curso de uma hora, um  dos átomos decaia,  como  também,  com igual  probabilidade, talvez não;  se isso ocorrer,  o tubo do  contador Geiger descarrega  e, através de um relé,  libera  um  martelo  que  quebra  um  pequeno  frasco  de  ácido cianídrico.  Se  alguém deixar todo  esse  sistema a sós por uma  hora, este alguém poderá  concluir que o  gato ainda permanece vivo <em> caso</em> , enquanto isso,  nenhum  átomo tenha decaído. A função-psi  do  sistema expressaria isso ao possuir, em seu interior,  o gato morto-vivo (com o perdão da palavra), integrado ou indistinto em partes iguais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É típico  desses  casos  que  uma  indeterminação,  originalmente  restrita ao  domínio  atômico,  converta-se em  uma indeterminação macroscópica, a qual pode então ser <em> resolvida</em> por observação direta. Isso nos previne de aceitar tão ingenuamente, como válido, um “modelo confuso” de representação da realidade. Por si mesmo, não explicaria qualquer coisa obscura ou contraditória. Existe diferença entre uma fotografia  tremida  ou  desfocada e  nuvens  e  neblinas  fotografadas.”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Erwin Schrödinger</p>
<p style="text-align: justify;">in<em> The Present Situation in Quantum Mechanics </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Arte, política e a crítica como fetiche</title>
		<link>http://revistatatui.com/revista/tatui-6/arte-politica-e-a-critica-como-fetiche/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 03:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deyson Gilbert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tatuí 6]]></category>
		<category><![CDATA[fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Sothebys]]></category>

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		<description><![CDATA[É patente hoje, no mundo das artes, o fenômeno de uma curiosa insurgência de ações, trabalhos e discursos dotados de alta pretensão crítica e/ou política. O fenômeno, contudo, não é exclusivo do campo específico das artes.
Haja vista, por exemplo, os recentes exemplos no mundo da moda de coleções supostamente iconoclastas: desfiles que tematizam pontos ditos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É patente hoje, no mundo das artes, o fenômeno de uma curiosa insurgência de ações, trabalhos e discursos dotados de alta pretensão crítica e/ou política. O fenômeno, contudo, não é exclusivo do campo específico das artes.</p>
<p>Haja vista, por exemplo, os recentes exemplos no mundo da moda de coleções supostamente iconoclastas: desfiles que tematizam pontos ditos polêmicos como a anorexia ou a guerra do Iraque, e que colocariam em questão os próprios valores da moda. Operação semelhante também é visível nos meios de comunicação, como, por exemplo, a campanha realizada pela MTV brasileira em 2004, quando por diversas vezes a emissora retirou durante 15 minutos sua programação do ar. Durante esses 15 minutos, junto a um zumbido constante, exibia-se um letreiro que continha a seguinte frase: “desligue a TV e vá ler um livro”. Segundo o diretor-geral da emissora na época, esta teria sido a campanha mais antiTV já realizada, pois seria “a menos hipócrita”. O objetivo seria levar o jovem a ler mais e, consequentemente, melhorar sua escrita, forma de pensar e de construir opiniões: “Só assim poderá ser crítico, ser culto” <a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote1sym"><sup>1</sup></a>.</p>
<p>O mesmo espírito “crítico” também é observável na campanha publicitária “As coisas como são”, criada pela <em>Maccain Erickson</em> para a marca de refrigerantes <em>Sprite</em>. Dentre as inúmeras peças publicitárias criadas pelo escritório de publicidade, havia um <em>outdoor</em> no qual figuravam bolhas falsas sustentadas por uma série de fios deliberadamente visíveis na imagem, como se estivessem saindo da garrafa azul do refrigerante (versão <em>light</em>). Ao lado da garrafa lia-se o arremate <em>conceitual</em> e <em>brechtiniano</em> junto ao <em>slogan</em> da propaganda: “A garrafa é azul e as borbulhas são falsas para te dar mais sede./as coisas como são”. Não à toa, a propaganda seria classificada por uma empresa de consultoria de <em>marketing</em>, também envolvida no <em>projeto</em>, de “irreverente, ousada e transparente”<a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote2sym"><sup>2</sup></a>. Adjetivos os quais, também não apenas coincidentemente, figuraram diversas vezes na mídia quando do rebuliço causado pelo leilão na <em>Sothebys</em> das peças de Damien Hirst neste ano (2008)<a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote3sym"><sup>3</sup></a>.</p>
<p>Observa-se, portanto, que aquilo que poderia ser descrito como a emergência de um certo “espírito crítico” nas artes hoje, em realidade responde a um processo indefectível no qual todas as áreas da cultura e do capital se encontram inseridas, não mais na perspectiva da cooptação <em>a posteriori</em>, mas já <em>a priori, </em>como recepção festiva e lucrativa: da “moralização ecológica” das empresas e indústrias depois da “revelação <em>al goriana</em>” da catástrofe ambiental, às comemorações do “maio de 68” na Rede Globo; da proliferação do atendimento social burocratizado das ONG´s, à criação do Museu de Arte Contemporânea de Castilla e Leon<a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote4sym"><sup>4</sup></a>.</p>
<p>O que se observa é a gritante capacidade de um sistema econômico, político e cultural se afirmar mediante a <em>crítica</em> (distorcida, cínica, irônica, deslocada, parcial – não importa) de seus postulados anteriores. Cabe aqui a lembrança do diagnóstico de Adorno a respeito da redefinição da idéia de ideologia no mundo do pós-guerra, ou seja, no mundo onde reina a indústria cultural. Para o filósofo, as relações de poder se caracterizariam então menos pelo recalque típico – necessário ao funcionamento da ideologia enquanto “falsa consciência”, ou seja, enquanto instância de ocultamento das contradições existentes em um processo de legitimação da efetividade por um discurso dominante – do que, ao contrário, pela exposição e afirmação nua e crua dessa relação enquanto tal, ou seja, da ideologia enquanto movimento insuficiente de legitimação da realidade. “A ideologia”, escreve Adorno, “em sentido estrito se dá lá onde o que rege são as relações de poder não transparentes em si mesmas, mediadas e, nesse sentido, até atenuadas. Hoje, a sociedade, injustamente censurada por sua complexidade, transformou-se em algo demasiadamente transparente”.<a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote5sym"><sup>5</sup></a></p>
<p>Essa transparência permite que a crítica hoje a toda e qualquer ideologia se incorpore ao sistema de poder sem que sua presença, ou juízo, altere o engajamento prático dos sujeitos dentro deste. Pois, no final das contas, como esperar um efeito transformador da crítica – visto que em última instância esta sempre responde à necessidade de uma operação de desvelamento – frente a um objeto (agora já se pode falar de um <em>produto</em>) que já de início se expõe em pelo; numa espécie de internalização da crítica, a autoexposição de suas contradições?</p>
<p>Assimilada a ideologia pelos sujeitos sociais da troca (os indivíduos, produtores e consumidores) sem que haja uma crença efetiva em relação à sua legitimidade, a situação dela (a ideologia) ganha assim, hoje, a dimensão de algo próximo a um paradoxo. Pois, ao cumprir seu papel de mediação da consciência frente à realidade, justificando e legitimando esta realidade mediante critérios e valores normativos predeterminados – os conteúdos históricos e sociais da ideologia – ela termina por legitimar prescindindo de legitimidade. Por conseguinte, termina por validar aquela normatividade à revelia mesmo da consciência (por parte do sujeito social da troca) de sua falta de validade. “Daí eles [os sujeitos] poderem ter uma ‘crença desprovida de crença’ (<em>&#8230;</em>) na mera existência. Algo resultante de uma efetividade que <em>já traz em si mesma sua própria crítica”.</em><a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote6sym"><em><sup>6</sup></em></a></p>
<p>É nesse sentido que acreditamos ser preciso compreender os exemplos expostos acima e suas insistentes discursividades “críticas”. Pois, tanto na arte quanto em outras áreas, o que assistimos parece ser a agudização, ou prolongamento, daquilo que Adorno acusava meio século atrás; aquilo que alguns autores da teoria crítica de hoje (Vladimir Safatle, Slavoj Zizek, Jean-François Lyotard) se referem, no contexto de uma “falência da crítica”, como “o modo cínico de ser do capitalismo avançado”. É nesse contexto que aquilo que chamaríamos de crítica passa a surgir não mais como ação esclarecedora, mas, sim, como tautologia: ação que menos revela do que simplesmente repete – “diluição na diarréia”, diria Hélio Oiticica (para voltarmos a nosso ponto de partida no campo das artes plásticas).</p>
<p>Paradoxalmente inutilizada a crítica pela contraditória afirmação de sua plena potência, a sua “falência” se apresenta, na situação atual, talvez como o principal problema frente aos imperativos do capitalismo hoje. Ao menos no que se refere à ação política contra esses imperativos. Contradição não resolvida sobre a qual, incontornavelmente, devemos nos debruçar se quisermos pensar uma saída para a arte, desde já imersa nessa situação.</p>
<p><a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote1anc">1</a> “MTV convence 14% da platéia a desligar a tv”, <em>O Estado de São Paulo</em>, São Paulo, 15 de novembro de 2004.</p>
<p><a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote2anc">2</a> In http://www.plusmedia.com.br/default.aspx?code=369</p>
<p><a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote3anc">3</a> WULLSCHLAGER, Jackie. Damien Hirst muda relação arte-dinheiro. <em>Folha de São Paulo</em>, São Paulo, 14 de setembro de 2008.</p>
<p><a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote4anc">4</a> CYPRIANO, Fabio. <em>Folha de São Paulo</em>, São Paulo, 11 de abril de 2005, Caderno Ilustrada.</p>
<p><a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote5anc">5</a> ADORNO, Theodor. Sociologische Schriften I, Frankfurt, Suhrkamp, 1980. In: SAFATLE, Vladimir. <em>Cinismo e Falência da Crítica.</em> São Paulo: Boitempo, 2008. p.93.</p>
<p><a href="../../../../../wp-admin/#sdfootnote6anc">6</a> SAFATLE, Vladimir. <em>Cinismo e Falência da Crítica.</em> São Paulo: Boitempo, 2008. p.97.</p>
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