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	<title>Revista Tatuí &#187; Claudia Washington</title>
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		<title>Rock and Roll ou a Mecânica dos Solos</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 08:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia Washington</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tatuí 7]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Claudia Washington e Lúcio de Araújo
Em passagem por uma das rotas alternativas de acesso entre os municípios paranaenses de Campo Magro e Ponta Grossa, nos deparamos com o recorte de um morro bem à margem da estrada. Tratava-se de uma considerável cratera, com paredão ao fundo, em cujo cume alguns pinus lutavam contra a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>Por Claudia Washington e Lúcio de Araújo</em></span></span></p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Em passagem por uma das rotas alternativas de acesso entre os municípios paranaenses de Campo Magro e Ponta Grossa, nos deparamos com o recorte de um morro bem à margem da estrada. Tratava-se de uma considerável cratera, com paredão ao fundo, em cujo cume alguns <em>pinus</em> lutavam contra a gravidade. O tom ocre/pele contrastava com a hegemônica área de plantio comercial. Ali, havia ainda uma breve e abandonada estrada que imaginamos ter duplo propósito: o da extração e contenção de terra.</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Trata-se de um lugar constituído pelo recorte e esvaziamento do espaço. As rochas, terra e argila dali retiradas são usadas para propiciar caminhos e gerar espaços de trânsito – processo implícito à construção de estradas. Ação negativa que dá origem a encontros. Transposição da paisagem como fluxo e constituição de laços, nós, redes.</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">O morro é potencialmente uma estrada, do mesmo modo que um poço de petróleo é potencialmente uma frota de carros e caminhões em movimento.</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Experimentamos a dimensão de &#8220;estar&#8221; em deslocamento naquele espaço por meios diferentes: caminhando por e avistando a amplitude do lugar em relação ao outro. Tratamos da realidade material, dos símbolos e dos códigos das situações, imaginando que o encontro com o morro/estrada se dá:</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">1. Para aquele que caminha através do solo argiloso, considerando cheiros, umidade, temperatura, texturas, cores, esforço, equilíbrio, deslocamento, desvio&#8230;;</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">2. Para aquele que presencia – mas permanece à margem –, olha/fotografa e se detém no que caminha e por onde caminha, através de uma atitude especular; </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">3. Para aqueles que encontram índices da situação (você, agora, por exemplo);</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">4. Para o destruidor/criador do morro/estrada, que deixa sua obra.</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sobre aquele que caminha: está no recorte. Sua pele e roupa diluem-se na paisagem, são quase camuflagem. Corpo/imagem com movimento determinado.</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sobre aquele que especula à margem: respira e observa. Tranca a respiração e fotografa. Repete a operação. Às vezes, aquilo que é se confunde com aquele que observa.</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sobre você:<br />
_______________________________________________________________________</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sobre aquele que destruiu/criou: imaginamos que ele não nos imagina agora. Mas por seus atos as pedras rolam&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Sobre o </span></span><em><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">rock and roll</span></span></em><span style="font-family: helvetica, sans-serif;"><span style="font-size: small;">: transitamos habitualmente por construções, caminhos estabelecidos, códigos confirmados. Por exemplo: uma estrada; a beira de um lago artificial; uma cratera. Rochas se deslocam de um lugar a outro pela força da gravidade, auxiliadas pela erosão. Quase sempre, não temos controle sobre o seu deslocamento e, nesse traço – percurso entre o lugar original e a próxima parada – encontramos potencial criativo, além da possibilidade de estarmos em outro espaço/tempo que não dominamos.</span></span></p>
<p align="left"> </p>
<p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"> </p>
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